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      Parlamento francês aprova legalização da eutanásia

      Parlamento da França aprovou o direito à morte assistida ou eutanásia Divulgação O parlamento da França aprovou nesta quarta-feira (15) o direito à morte...

      Parlamento francês aprova legalização da eutanásia
      Parlamento francês aprova legalização da eutanásia (Foto: Reprodução)

      Parlamento da França aprovou o direito à morte assistida ou eutanásia Divulgação O parlamento da França aprovou nesta quarta-feira (15) o direito à morte assistida ou eutanásia sob certas condições, uma reforma altamente polêmica defendida pelo presidente Emmanuel Macron. Com sua aprovação, a França se soma ao seleto grupo de países que autorizam a morte assistida como Bélgica, Países Baixos, Suíça, Canadá e Uruguai. ➡️ A eutanásia é um procedimento médico que consiste em provocar intencionalmente a morte de um paciente, a pedido dele. A própria equipe médica administra uma dose fatal de um medicamento no paciente. ➡️ Este processo é diferente de suicídio assistido. O suicídio assistido ocorre quando uma equipe médica fornece medicamentos para o procedimento, mas é o próprio paciente que administra a dose fatal. Agora no g1 A aprovação não marca o fim de seu trâmite legislativo e judicial, já que o primeiro-ministro Sebastien Lecornu pediu ao Conselho Constitucional da França, a principal autoridade constitucional, que examine a legislação uma vez aprovada. Esse órgão, cujas decisões têm força vinculante, pode, em casos extremos, declarar toda uma legislação inválida ou manifestar reservas sobre parte dela. Morre por eutanásia Catalina Giraldo, de 30 anos, que travou batalha judicial na Colômbia para ter acesso ao suicídio assistido por médicos Veja as regras da nova lei francesa No caso da França, o direito fica reservado a adultos que sofram de uma doença incurável, desde que possam expressar essa necessidade de maneira "livre e esclarecida" e sofram fisicamente. A dor deve ser resistente ao tratamento ou, na opinião do paciente, insuportável, nos casos em que ele tiver optado por não seguir o procedimento médico ou por interrompê-lo. Um médico será responsável por verificar se o paciente cumpre os requisitos, antes que um comitê avalie os critérios. Em última instância, o médico toma a decisão, e o paciente pode retirar seu consentimento a qualquer momento. O próprio paciente administrará a substância letal, exceto no caso daqueles que, por motivos físicos, não possam fazê-lo. 'Uma maratona de obstáculos' O caminho até a votação final foi "uma maratona de obstáculos", declarou à AFP o relator do texto, Olivier Falorni, um ex-deputado que se tornou prefeito. A votação é "o resultado de uma luta" após "14 anos de batalhas parlamentares sobre este tema", disse ele à agência antes da aprovação. A lei recebeu sinal verde da Assembleia Nacional, mas foi rejeitada pela Câmara Alta, o Senado. Então o governo decidiu dar a última palavra à câmara baixa, como a Constituição permite. Figuras de peso dos Republicanos (LR, conservador), majoritários no Senado, se opuseram à lei. Grupos e organizações religiosas que fazem campanha contra o aborto e a eutanásia anunciaram protestos nesta quarta-feira perto da Assembleia Nacional. Também se opuseram à lei alguns organismos científicos e até coletivos de pessoas com deficiência, que temem ser pressionados a solicitar a eutanásia. O presidente Macron havia prometido uma lei sobre morte assistida quando foi reeleito para um segundo mandato em 2022. É considerada uma das reformas sociais mais importantes desde que a França permitiu o casamento entre pessoas do mesmo sexo em 2012. Eutanásia: O que diz a lei no Brasil sobre morte assistida Manifestante segura um cartaz com os dizeres "Aos nossos camaradas ausentes, vítimas da inacessibilidade" durante um protesto contra a lei do suicídio assistido, enquanto o projeto de lei é votado na Assembleia Nacional AFP Em quais países o suicídio assistido é permitido - e por que o Brasil o proíbe