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      Governo Trump pede que Suprema Corte restrinja voto por correio antes das eleições de meio de mandato

      Trump quer enviar funcionários ao Brasil para questionar urnas, diz jornal O departamento de Justiça dos Estados Unidos pediu à Suprema Corte do país que au...

      Governo Trump pede que Suprema Corte restrinja voto por correio antes das eleições de meio de mandato
      Governo Trump pede que Suprema Corte restrinja voto por correio antes das eleições de meio de mandato (Foto: Reprodução)

      Trump quer enviar funcionários ao Brasil para questionar urnas, diz jornal O departamento de Justiça dos Estados Unidos pediu à Suprema Corte do país que autorize a entrada em vigor de um decreto que dificulta o voto através dos correios no país. O pedido acontece meses antes da realização das eleições de meio de mandato, previstas para novembro deste ano. No último sábado, um tribunal de apelações manteve a decisão que suspendeu a medida em 23 estados e no Distrito de Colúmbia, onde o decreto foi contestado. O órgão do governo de Donald Trump pede que as mudanças entrem em vigor enquanto o caso segue em análise. ✅ Siga o canal de notícias internacionais do g1 no WhatsApp Assinado por Trump em março, o decreto determina a criação de uma lista federal de cidadãos aptos a votar por cirrespondência, elaborada pelo Serviço de Cidadania e Imigração dos EUA (USCIS) e pela Administração da Seguridade Social. O texto também estabelece que as cédulas enviadas pelo correio sejam entregues apenas às pessoas incluídas nesse cadastro. Os estados que acionaram a Justiça argumentam que a Constituição americana atribui aos estados e ao Congresso, e não ao presidente, a competência para definir as regras das eleições. LEIA TAMBÉM Trump brinca sobre disputar mais uma eleição nos EUA em evento com imprensa internacional EUA negam que missão ao Brasil buscasse interferir nas eleições, diz porta-voz do Departamento de Estado Irã é a próxima 'guerra sem fim' dos EUA? Em junho, uma juíza federal suspendeu a aplicação do decreto para os estados autores da ação nas eleições de novembro. Trump afirma que a medida tem como objetivo impedir o voto de pessoas sem cidadania americana. Segundo autoridades e estudos citados no processo, é raro que isso aconteça nos Estados Unidos, ainda que a ação já esteja tipitficada como crime passível de deportação. Título de eleitor e cidadania Em 25 de março, o presidente dos Estados Unidos assinou o decreto que determinava a prova da cidadania como condição obrigatória para que eleitores votem no país. No documento, Trump até citou o Brasil e a Índia como bons exemplos na identificação de eleitores regulares, através da biometria. "A Índia e o Brasil, por exemplo, estão vinculando a identificação do eleitor a um banco de dados biométrico, enquanto os Estados Unidos dependem amplamente da autodeclaração de cidadania", dizia o documento. O texto previa que os departamentos de Segurança Interna (DHS), de Estado e a Administração da Seguridade Social fornecessem aos estados o acesso ao banco de dados federal. Ainda para impedir possíveis fraudes eleitorais, o decreto condicionava o financiamento federal aos estados que seguissem os padrões de votação estabelecidos e previa mudanças para impedir a contagem de votos recebidos após o Dia da Eleição -- algo que também já é proibido, mas que, segundo o documento, não é devidamente checado. Votação por correspondência Dias depois, o republicano assinou outro decreto para endurecer regras do voto pelo correio no país, determinando que o governo federal crie uma lista de cidadãos confirmados e elegíveis para votar em cada Estado. O texto prevê que cédulas de votação por correio sejam enviadas apenas a eleitores incluídos nas listas estaduais de voto por correspondência e exige o uso de envelopes considerados seguros, com códigos de barras individuais para rastreamento. Especialistas avaliam que qualquer tentativa de impor mudanças aos sistemas eleitorais, administrados pelos Estados, deve enfrentar contestação judicial imediata. Há anos, Trump sustenta, sem provas, que a derrota nas eleições de 2020 foi resultado de fraude eleitoral generalizada. Eleitor do Colorado, deposita cédula com voto em eleições presidenciais nos Estados Unidos na terça-feira (3), na cidade de Rollinsville. O estado também votou em uma proposta que limitaria o aborto até a 22ª semana de gestação. Jason Connolly / AFP