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      Explosão no Bahrein que deixou 32 feridos foi causada por defesa aérea operada pelos EUA, diz agência

      Análise: o quanto deve durar a guerra no Oriente Médio? Uma explosão que deixou 32 feridos no Bahrein nos primeiros dias da guerra no Oriente Médio provavel...

      Explosão no Bahrein que deixou 32 feridos foi causada por defesa aérea operada pelos EUA, diz agência
      Explosão no Bahrein que deixou 32 feridos foi causada por defesa aérea operada pelos EUA, diz agência (Foto: Reprodução)

      Análise: o quanto deve durar a guerra no Oriente Médio? Uma explosão que deixou 32 feridos no Bahrein nos primeiros dias da guerra no Oriente Médio provavelmente foi causada por uma defesa área operada pelos Estados Unidos, e não por um bombardeio iraniano, segundo a agência de notícias Reuters. ✅ Siga o canal de notícias internacionais do g1 no WhatsApp A descoberta, apurada por pesquisadores acadêmicos do Middlebury Institute e analisada pela Reuters, contradiz a versão oficial dada pelos governos do Bahrein e dos EUA, que acusaram o Irã pela explosão. Segundo a investigação independente, uma bateria de defesa aérea Patriot operada pelos EUA —aliados dos bareinitas— provavelmente disparou um míssil interceptador que esteve envolvido na explosão noturna no bairro de Mahazza, na ilha de Sitra, ao sul da capital Manama. O incidente destruiu casas e deixou feridos, incluindo crianças e alguns em estado grave. Para os pesquisadores, o míssil partiu de uma bateria Patriot norte-americana a cerca de 7 km do local. A análise se baseou em vídeos e imagens de satélite comerciais. Um deles classificou as conclusões como “praticamente incontestáveis”. Um vídeo analisado pela Reuters mostra o míssil voando em baixa altitude antes de descer e explodir no ar. (Veja acima) O bairro é vizinho à maior refinaria de petróleo do Bahrein, a instalação em Al Ma'ameer, que foi atingida por um drone iraniano por volta do mesmo período que a explosão em Mahazza. O ataque do Irã ocorreu em meio a uma onda de retaliações realizadas contra países do Oriente Médio que abrigam bases dos EUA. Fumaça sobe após ataque à refinaria de petróleo da Bapco em Sitra, no Bahrein, em 9 de março de 2026. REUTERS/Stringer Contatados pela Reuters, nem o Bahrein nem os EUA assumiram o erro. No sábado, o governo do Bahrein reconheceu pela primeira vez que um míssil Patriot esteve envolvido na explosão em Mahazza, e que o projétil interceptou com sucesso um drone iraniano no ar, o que salvou vidas. No entanto, negou que os danos no bairro residencial tenham sido causados pelo Patriot ou pelo drone. Já o Exército norte-americano disse que "nunca tem civis como alvo". Apesar das justificativas, nem o Bahrein nem os EUA apresentaram provas de que um drone iraniano esteve envolvido no incidente. Tanto o Bahrein quanto os EUA operam sistemas Patriot no país, que abriga a Quinta Frota da Marinha americana. Produzido pela Raytheon, o sistema Patriot é o principal sistema de interceptação de mísseis e aeronaves de médio e longo alcance do Exército dos EUA.