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      Europa discute plano para reabrir Estreito de Ormuz após a guerra sem ajuda dos EUA, diz jornal

      Por que Trump decidiu bloquear o Estreito de Ormuz depois de tanto defender a abertura? A Europa está discutindo um plano para reabrir a navegação no Estreit...

      Europa discute plano para reabrir Estreito de Ormuz após a guerra sem ajuda dos EUA, diz jornal
      Europa discute plano para reabrir Estreito de Ormuz após a guerra sem ajuda dos EUA, diz jornal (Foto: Reprodução)

      Por que Trump decidiu bloquear o Estreito de Ormuz depois de tanto defender a abertura? A Europa está discutindo um plano para reabrir a navegação no Estreito de Ormuz, revelou o jornal The Wall Street Journal nesta terça-feira (14). A proposta seria colocada em prática após o fim da guerra no Irã e não teria participação dos Estados Unidos. ✅ Siga o canal de notícias internacionais do g1 no WhatsApp O Estreito de Ormuz é uma rota marítima entre o Irã e a Península Arábica, por onde passa boa parte do petróleo mundial, além de fertilizantes. O Irã exerce forte controle sobre a região e bloqueou a passagem de navios após o início da guerra, pressionando a economia global. Segundo o WSJ, os planos dos países europeus incluem a formação de uma coalizão para enviar navios especializados na remoção de minas marítimas, além de outras embarcações militares, para garantir a segurança da travessia após um cessar-fogo. O presidente da França, Emmanuel Macron, confirmou a existência do plano e disse que ele não inclui países envolvidos diretamente no conflito. Segundo Macron, a ideia é criar uma missão internacional de caráter defensivo. Diplomatas ouvidos pelo Wall Street Journal afirmaram que os navios europeus não estariam sob comando dos EUA. A operação só ocorreria após garantias de que não haverá novos ataques e seria coordenada com países da região, como Irã e Omã. Ainda há divergências no plano. Diplomatas franceses avaliam que excluir os EUA tornaria a missão mais aceitável para o Irã. Já os britânicos temem que a medida irrite o presidente Donald Trump e limite o alcance da operação, segundo o jornal. Macron e o primeiro-ministro do Reino Unido, Keir Starmer, vão se reunir com dezenas de países na sexta-feira (17) para discutir o tema. Os EUA não devem participar. China e Índia também foram convidadas, mas ainda não responderam. LEIA TAMBÉM EUA dizem que nenhum navio passou pelo bloqueio ao Estreito de Ormuz; navios chineses fazem retorno Mais 4 pessoas são condenadas à morte no Irã por manifestações contra o governo Espanha aprova regularização em massa de imigrantes sem documentos; veja as regras Bloqueio duplo Embarcação no Estreito de Ormuz, ao largo da costa da província de Musandam, Omã, 12 de abril de 2026. Reuters Uma das principais consequências da guerra foi o fechamento do Estreito de Ormuz. Trump chegou a pressionar pela reabertura da rota, tentando aliviar a pressão sobre a economia global. Agora, no entanto, é o próprio presidente americano quem atua para bloquear o fluxo na região. O estreito nunca esteve completamente fechado. O Irã permite a passagem de alguns petroleiros de parceiros estratégicos, mediante o pagamento de um “pedágio” que pode chegar a US$ 2 milhões por navio. Além disso, embarcações iranianas continuavam circulando, mantendo ativa uma das principais fontes de receita do país. Segundo a empresa de dados e análise Kpler, o Irã exportou, em média, 1,85 milhão de barris de petróleo por dia. Na segunda-feira (13), Trump anunciou que iria obstruir a rota. Ao bloquear a via para determinadas embarcações, Trump tenta cortar uma fonte importante de receita do governo iraniano, pressionando diretamente a economia do país. Em entrevista à Fox News, o presidente afirmou que não vai deixar “o Irã lucrar vendendo petróleo para quem eles gostam e não para quem eles não gostam”, dizendo que o objetivo é impor uma lógica de “tudo ou nada” na passagem pelo estreito. Analistas avaliam que as declarações e o bloqueio naval buscam forçar o Irã a aceitar um acordo de paz nos termos defendidos pelos Estados Unidos — algo que não avançou nas negociações recentes. Bloqueio ao Estreito de Ormuz Editoria de Arte/g1 VÍDEOS: mais assistidos do g1