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      Em carta, governo Trump diz que apoia processo eleitoral no Brasil e defende ações contra Moraes, PCC e CV

      Deputados dos EUA acusam governo Trump de tentar influenciar a eleição no Brasil O Departamento de Estado dos Estados Unidos enviou uma carta a uma congressis...

      Em carta, governo Trump diz que apoia processo eleitoral no Brasil e defende ações contra Moraes, PCC e CV
      Em carta, governo Trump diz que apoia processo eleitoral no Brasil e defende ações contra Moraes, PCC e CV (Foto: Reprodução)

      Deputados dos EUA acusam governo Trump de tentar influenciar a eleição no Brasil O Departamento de Estado dos Estados Unidos enviou uma carta a uma congressista norte-americana na qual afirma que o governo de Donald Trump apoia o direito dos brasileiros de escolher seus representantes em eleições livres e justas. O documento foi assinado na quinta-feira (15). 🗒️ Tem alguma sugestão de reportagem? Mande para o g1 Na carta, o governo Trump também defendeu as sanções aplicadas contra o ministro Alexandre de Moraes, do Supremo Tribunal Federal (STF), e a classificação das facções Primeiro Comando da Capital (PCC) e Comando Vermelho (CV) como organizações terroristas. O documento é uma resposta a uma carta enviada em setembro por um grupo de 31 deputados dos EUA ao Departamento de Estado. Os congressistas pediram que a Casa Branca respeitasse o processo eleitoral brasileiro. Na ocasião, os deputados acusaram o governo Trump de tentar interferir na eleição brasileira por meio de medidas econômicas, políticas e diplomáticas contra o Brasil. Na resposta, o Departamento de Estado afirmou que os Estados Unidos apoiam o direito do povo brasileiro de realizar eleições "livres e justas". O órgão também disse que continuará mantendo relações com o próximo governo eleito. "Continuaremos a dialogar com o povo brasileiro, o setor privado e o governo eleito para promover a segurança, o comércio recíproco, os investimentos e a prosperidade nos dois países", afirmou o Departamento de Estado. Por outro lado, o órgão defendeu a aplicação de sanções contra autoridades e grupos brasileiros. Segundo o governo Trump, as decisões foram tomadas com base nos critérios legais e regulatórios aplicáveis a cada medida. Em relação à aplicação da Lei Magnitsky contra Alexandre de Moraes, em julho de 2025, o Departamento de Estado afirmou que a medida foi baseada em documentos e evidências de "graves violações dos direitos humanos". Segundo o órgão, Moraes "abusou de sua posição ao autorizar prisões preventivas injustificadas e comprometer a liberdade de expressão". O departamento também acusou o ministro de promover "uma iniciativa direcionada e politicamente motivada para silenciar críticos políticos, por meio da emissão de ordens secretas que obrigavam plataformas digitais, incluindo empresas americanas de redes sociais, a banir contas de pessoas que publicavam manifestações protegidas pela liberdade de expressão". O nome de Moraes foi retirado da lista de sancionados pela Lei Magnitsky em dezembro de 2025. PCC e Comando Vermelho Donald Trump fala com jornalistas na Casa Branca antes de embarcar par Nebraska Eric Lee/Reuters O Departamento de Estado também defendeu a classificação do PCC e do Comando Vermelho como organizações terroristas. Segundo o governo Trump, as facções são altamente violentas e responsáveis por ataques contra autoridades e civis brasileiros. O governo norte-americano afirmou ainda que as atividades das duas organizações já representam uma ameaça aos Estados Unidos e à segurança regional. "As medidas do Departamento reforçam o compromisso inabalável do governo Trump de desmantelar cartéis e organizações criminosas em nossa região e garantir a segurança do povo americano", afirmou o órgão. Cartas O presidente dos EUA, Donald Trump, e o secretário de Estado dos EUA, Marco Rubio, apertam as mãos enquanto Rubio discursa durante uma recepção do Mês da Herança Hispânica no Salão Leste da Casa Branca, em Washington, DC, EUA, em 30 de setembro de 2026 REUTERS/Jonathan Ernst No dia 24 de setembro, o grupo de 31 parlamentares enviou uma carta ao secretário Marco Rubio, acusando o governo Trump de tentar pressionar instituições brasileiras e colocar em risco a parceria estratégica entre os dois países. Na carta, os parlamentares exigiram que os EUA se comprometessem a reconhecer e aceitar o resultado das eleições marcadas para outubro. Cinco dias depois, três senadores democratas cobraram de Rubio garantias de que o governo norte-americano aceitará o resultado das eleições no Brasil. No documento, os senadores expressaram "preocupação com ações do governo" que ameaçam a aliança estratégica com o Brasil. Eles também apontaram uma suposta tentativa de interferência por parte dos EUA. Já no dia 6 de outubro, após o primeiro turno, outro grupo de 12 deputados enviou uma nova carta acusando a Casa Branca de tentar interferir no resultado das eleições. No documento, de três páginas, os deputados afirmam que o Departamento de Estado promove uma "escalada desnecessária" que pode causar uma ruptura nas relações entre os EUA e o Brasil. VÍDEOS: agora no g1 Agora no g1