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      Dois militares dos EUA morrem em retaliação iraniana; líder supremo pede união ao Irã para enfrentar ataque

      Soldado da Marinha dos EUA treina tiro com fuzil de longo alcance (sniper) a bordo do navio anfíbio USS San Antonio, em imagem de arquivo Nathan Mitchell/Marin...

      Dois militares dos EUA morrem em retaliação iraniana; líder supremo pede união ao Irã para enfrentar ataque
      Dois militares dos EUA morrem em retaliação iraniana; líder supremo pede união ao Irã para enfrentar ataque (Foto: Reprodução)

      Soldado da Marinha dos EUA treina tiro com fuzil de longo alcance (sniper) a bordo do navio anfíbio USS San Antonio, em imagem de arquivo Nathan Mitchell/Marinha dos Estados Unidos Dois militares americanos morreram em um ataque do Irã a uma base dos EUA na Jordânia, disse o Comando Central das Forças Armadas do país neste sábado (18). As mortes teriam ocorrido na sexta-feira (17). Um militar é considerado desaparecido. O presidente Donald Trump lamentou as mortes, em entrevista à NewsNation: "Muito triste. Odiamos ver isso acontecer. É em serviço ao nosso país". ✅ Siga o canal de notícias internacionais do g1 no WhatsApp Mais cedo, o líder supremo do Irã, aiatolá Mojtaba Khamenei, fez um apelo à unidade nacional diante do retorno das agressões mútuas entre Washington e Teerã. Na sexta-feira à noite, a Guarda Revolucionária afirmou ter destruído ao menos dois caças americanos e outras três aeronaves durante um ataque com mísseis e drones contra a base americana de Al Azraq, na Jordânia. Segudo o jornal "The New York Times", o ataque à Jordânia danificou vários helicópteros das Forças Armadas dos EUA, incluindo modelos de combate como os Black Hawks. Desde o início da guerra, 16 militares dos EUA foram mortos e mais de 430 ficaram feridos. "Em 17 de julho, dois membros das forças armadas dos EUA na Jordânia foram mortos em ação enquanto o Comando Central dos EUA (CENTCOM) e forças parceiras se defendiam contra ataques com mísseis balísticos iranianos e drones. Além disso, um membro das forças armadas está atualmente desaparecido em ação", diz o comunicado do Comando Central (CentCom). "Quatro membros das forças armadas americanas foram levados para hospitais jordanianos. Eles já foram liberados desde então. Outros militares que foram avaliados por ferimentos leves retornaram ao serviço", afirma a nota. O CentCom não revelou os nomes dos militares mortos e feridos. Vídeo mostra momento em que mísseis caem em base militar dos EUA na Jordânia, diz agência Escalada militar Teerã e Washington vêm realizando uma escalada militar desde o naufrágio do acordo de cessar-fogo assinado entre os dois países em junho. O líder supremo do Irã, aiatolá Mojtaba Khamenei, afirmou neste sábado nas redes sociais que os Estados Unidos voltaram a descumprir compromissos assumidos no acordo de paz durante a guerra no Oriente Médio e disse que a assinatura de um presidente americano "não tem valor nem credibilidade". "A repetida violação dos compromissos do Grande Satã em relação ao acordo, mais uma vez, revelou a verdade: a assinatura do presidente dos Estados Unidos tem tão pouco valor e credibilidade quanto as palavras e a conduta enganosas, traiçoeiras e brutais do regime americano", diz a publicação. Teerã anunciou também neste sábado que estava suspendendo os compromissos assumidos pelos termos do cessar-fogo de junho. Enquanto isso, os confrontos continuam. O Centcom informou que realizou, pela sétima noite consecutiva, ataques contra instalações de vigilância, infraestrutura logística militar, depósitos subterrâneos de armas e capacidades marítimas iranianas. Segundo a mídia estatal iraniana, bombardeios americanos atingiram usinas elétricas e instalações de dessalinização na província de Hormozgan, no sul do país. A agência IRNA afirmou que uma usina de dessalinização foi destruída, interrompendo o abastecimento de água para cerca de 10 mil pessoas, enquanto outra foi danificada na estratégica ilha de Qeshm, localizada no Estreito de Ormuz. Mulheres sentam-se ao lado de uma faixa com os dizeres "Matem Trump" em inglês, durante um comício pró-governo na sexta-feira, 17 de julho de 2026, em Teerã, Irã AP/Vahid Salemi Em resposta, o Irã lançou novos ataques contra aliados de Washington no Golfo neste sábado. O Kuwait foi alvo de ataques contínuos. Uma usina de dessalinização foi atingida, e as operações no Aeroporto Internacional do Kuwait foram suspensas devido a sucessivas ameaças de mísseis e drones. A Guarda Revolucionária Islâmica do Irã afirmou ter atacado um centro de apoio militar dos EUA no Campo Arifjan e destruído uma instalação de radar na Base Aérea de Ali Al Salem, ambas no Kuwait.