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      Chefe de segurança do Irã ameaça retaliar vizinhos que apoiarem Trump: 'nem uma gota de petróleo sairá pelo Estreito de Ormuz'

      Trump promete impor "guerra econômica" contra o Irã O secretário do Conselho Supremo de Segurança Nacional do Irã, Mohsen Rezaei, ameaçou retaliar países...

      Chefe de segurança do Irã ameaça retaliar vizinhos que apoiarem Trump: 'nem uma gota de petróleo sairá pelo Estreito de Ormuz'
      Chefe de segurança do Irã ameaça retaliar vizinhos que apoiarem Trump: 'nem uma gota de petróleo sairá pelo Estreito de Ormuz' (Foto: Reprodução)

      Trump promete impor "guerra econômica" contra o Irã O secretário do Conselho Supremo de Segurança Nacional do Irã, Mohsen Rezaei, ameaçou retaliar países vizinhos que aderirem à ofensiva dos Estados Unidos contra o país do Golfo Pérsico. A declaração, reportada pela agência Iran International, foi dada à mídia estatal neste sábado (22), e acontece três dias após Donald Trump anunciar uma "guerra econômica". “Dissemos a todos os países ao nosso redor que não se juntem aos Estados Unidos em sua guerra econômica, caso contrário, os consideraremos inimigos”, afirmou Rezaei. “Se os países vizinhos do Irã cooperarem com os americanos na guerra econômica, nem uma gota de petróleo sairá pelo Estreito de Ormuz, e também atacaremos outras rotas pelas quais o petróleo é exportado”. “Não buscamos expandir a guerra, mas se os países vizinhos ao Irã cooperarem com os americanos na guerra econômica, atingiremos seus interesses.” Ilustração mostra bandeira dos EUA e do Irã REUTERS/Dado Ruvic/Ilustração Na última quarta-feira (19), o presidente americano prometeu, em publicação na rede social Truth, que irá promover a "operação econômica mais devastadora já adotada contra qualquer país". Segundo ele, a campanha pretende isolar o Irã em uma escala "sem precedentes". Ainda na publicação, Trump afirmou que "qualquer país que permita que suas instituições financeiras, empresas, aeroportos ou entidades governamentais forneçam qualquer tipo de suporte ao Irã enfrentará tremendas consequências econômicas". Daniel sousa diz que Donald Trump está 'improvisando' na guerra do Irã Quem pode ser afetado? Há dúvidas sobre a efetividade de uma guerra econômica contra o Irã. O país já é alvo de uma série de sanções, que dificultam o comércio com outras nações. Além disso, em janeiro, Trump já havia anunciado uma tarifa de 25% para qualquer país que fizesse negócios com o Irã. Mesmo sob sanções, porém, o Irã mantém uma grande rede de parceiros comerciais, principalmente por ser um importante produtor de petróleo. Apenas em 2022, segundo o Banco Mundial, o Irã enviou produtos para 147 países. ✅ Siga o canal de notícias internacionais do g1 no WhatsApp Atualmente, a China é o principal parceiro comercial do Irã. Em 2022, o país exportou US$ 22 bilhões em produtos para os chineses. Já as importações chegaram a US$ 15 bilhões. Em segundo lugar aparece a Índia. Nos primeiros dez meses de 2025, o comércio entre os dois países somou US$ 1,34 bilhão. As principais exportações indianas para o Irã incluem arroz, frutas, verduras, medicamentos e outros produtos farmacêuticos. A lista de grandes parceiros comerciais do Irã também inclui Alemanha, Coreia do Sul e Japão, países que são aliados dos Estados Unidos. O Irã não figura entre os 20 principais parceiros comerciais do Brasil, segundo dados do Ministério do Desenvolvimento, Indústria, Comércio e Serviços (MDIC). No entanto, é um dos principais destinos brasileiros no Oriente Médio. Em 2025, empresas brasileiras importaram US$ 84,5 milhões do país, principalmente ureia, pistache e uvas secas. Já as exportações somaram US$ 2,9 bilhões, com destaque para milho, soja e açúcar. Batalha de narrativas Também a respeito das ameaças de Donald Trump, o presidente do Parlamento do Irã e principal negociador do país, Mohammad Ghalibaf, afirmou que as falas do republicano motivaram países a buscá-lo para a criação de "novos acordos de segurança e cooperação econômica". No X (antigo Twitter), Ghalibaf avaliou que "os Estados Unidos colocaram a segurança de seus aliados em um risco tão grande, por meio de intimidação e total desrespeito aos seus interesses em prol de Israel, que eles viram toda a sua existência em risco". Neste final de semana, o chefe da segurança também pediu mudanças na abordagem diplomática da República Islâmica após o que descreveu como repetidas violações de compromissos por parte dos EUA durante as negociações. “O Irã de hoje não é o Irã de antes da guerra”.